terça-feira, 23 de agosto de 2011

SER OU NÃO SER?

   Por  Gizelda Raymunda da Silva

Vai longe o tempo em que as pessoas eram avaliadas de seguras ou inseguras. Poucos se destacavam pela insegurança. E eram típicos inseguros. Ao rotulá-los, os avaliadores se arrogavam a dizer as causas. E algumas eram pessoais, “defeitos” ou dificuldades “na fabricação”, ou melhor, dificuldades geradas pelo próprio individuo ou no individuo.
Se não me engano eram os inseguros caracterizados pela timidez, pela falta de confiança, pela falta de motivação ou de não se auto-conhecer.
Caracterizados e apontados como inseguros, alguns viviam à própria sorte e outros em menor quantidade eram auxiliados na ultrapassagem do “dito” problema.
Hoje, vivemos todos inseguros. As causas não mudaram, e, pior foram acrescidas. Temos nossas inseguranças próprias de nosso genes e herdamos outras ou muitas da sociedade ou dos tempos de incerteza em que vivemos.
Se antes havia “remédios” ou saída mediante ao ato voluntário do inseguro em busca a cura, hoje não há saídas, ou cura para o mal que se instalou no nosso meio.
Só para não me alongar nos queixumes ou nas denuncias, todos mas todos, sentiamo-nos seguros dentro de casa, dentro de nosso lar, e de repente, a invasão de nossas casas, de nossos espaços, diante do inusitado ato do outro entrar no seu convivio sem ser convidado autorizado e muito menos desejado.
A coletividade de inseguros aumenta. Como nos livrar deste mal? Como afastar a impotência de não poder defender a si, aos seus e os seus pertences?
Percebo que para a cura do mal, as autoridades e, também, cada um de nós deverá inverter a questão inicial para: Ter ou não ter?

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